A importância da fotopolimerização das resinas compostas

Olá pessoal, hoje o tema abordado no blog será sobre a importância da fotopolimerização das resinas compostas. Você sabia que a fotoativação influencia em sua restauração? Muitas técnicas e novos sistemas de polimerização foram desenvolvidos e são utilizados na tentativa de diminuir alguns pontos desfavoráveis como problemas relacionados a contração de polimerização, sorção de água, manchamento, entre outros.

Os materiais resinosos possuem como principal composição, a matriz orgânica, carga inorgânica, agente de união e sistema acelerador-iniciador. A matriz orgânica é composta por monômeros e regulam a viscosidade do material restaurador. A carga inorgânica é formada por partículas, presentes em diferentes tamanhos, formas e quantidades, está diretamente ligada às propriedades finais do material. A principal classificação dos compósitos baseia-se no tamanho das partículas de carga e quantidade de partículas. O agente de união é uma molécula bifuncional, que une a carga inorgânica e a matriz orgânica. O sistema acelerador-iniciador envolve os componentes responsáveis pela reação de polimerização, se inicia quando o iniciador é estimulado pela luz de um comprimento de onda específico.

Há uma contração durante a polimerização à medida que os monômeros passam de um agregado de moléculas para um corpo rígido de cadeias poliméricas, como resultado, tensões são geradas na medida em que a resina composta alcança o ponto a partir do qual se “geleifica” e começa a endurecer. Essas tensões tendem a se concentrar na interface substrato/compósito, enfraquecendo assim, a união e criando fendas nas margens da restauração. Isso pode levar ao aparecimento de manchas, caries secundárias e outros problemas clínicos.

A incorporação das partículas de carga em uma matriz resinosa fortalece e melhora as propriedades do material, no reforço da matriz resinosa (resulta em aumento da dureza, resistência e na diminuição do desgaste), na redução da contração de polimerização (redução da expansão), na facilidade de trabalho (melhorada pelo aumento da viscosidade), assim, como a redução da sorção de água e manchamento.

A diminuição da intensidade de luz pode também variar de um tipo de resina composta para outra, dependendo da opacidade, do tamanho e concentração das partículas e da cor de pigmento. Resinas de cores mais escuras e /ou mais opacas necessitam de tempos de exposição mais longos. O grau de polimerização depende de vários fatores como: tipo e potência do aparelho fotopolimerizador, cor da resina, tempo de polimerização, intensidade da luz, profundidade da camada de resina composta que também pode ser afetada pela distância entre a ponta do fotopolimerizador e a restauração.

O fotopolimerizador é um dos aparelhos mais utilizados pelos cirurgiões-dentistas, assim, os profissionais devem ter absoluto conhecimento sobre o seu funcionamento. A aplicação de uma camada de bloqueador de oxigênio também é indicada para a fotopolimerização final das restaurações. Então a importância da fotoativação das resinas compostas está relacionada com a tentativa de diminuir problemas na contração de polimerização, sorção de água, manchamento, infiltração marginal, cárie secundária e a relação com o grau de conversão de monômero em polímero das resinas compostas.

Referências Bibliográficas:

SANTOS, L. A.; TURBINO, M. L; YOUSSEF, M. N.; MATSON, E. Microdureza de resina
composta: efeito de aparelhos e tempos de polimerização em diferentes profundidades.
Pesq Odont Bras, v. 14, n. 1, p. 65-70, jan./mar. 2000.
ANUSAVICE, Kenneth J. Phillips Materiais Dentários. 11.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
p. 386-393.

Dra. Caroline Provesi

Dra. Caroline Provesi

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