A importância dos projetos sociais na Odontologia

A saúde bucal é tão importante quanto a saúde geral, assim como a relação entre as condições bucais com a saúde geral. Apesar dessa importância ser reconhecida, uma grande parte da população não tem acesso aos serviços odontológicos como um todo, pois a atenção em saúde bucal nos serviços públicos ainda não consegue proporcionar todos os tratamentos odontológicos necessários para a população.

No Brasil, o SUS (Sistema Único de Saúde) disponibiliza para a população serviços odontológicos. Na UBS (unidade básica de saúde), de ação primária, oferta atendimento curativo, ações de promoção e prevenção, estudos epidemiológicos em virtude da prevalência e gravidade de doenças em âmbito territorial. Promove procedimentos restauradores, abertura endodôntica (para alivio de dor), exodontia de alguns elementos, raspagem, profilaxia, aplicação tópica de flúor, orientação de escovação. Na atenção secundária encontra-se o CEO (Centros de Especialidades Odontológicas), para realizar outros procedimentos, novas ações com o intuito de ampliar os serviços ofertados pelo SUS. Dirigido à organização dos fluxos de gerenciamento do sistema de saúde local, para referência e contra-referência da Atenção Básica para atenção especializada. O CEO presta exame histopatológico (biópsia), exodontia de sisos inclusos (de remoção mais complexa), tratamento endodôntico, atendimento à pacientes especiais, serviços especializados de cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial e em prótese (apenas prótese total). Mas para realizar os procedimentos, o paciente deve passar pela atenção primária e critérios de inclusão. Na teoria os serviços são oferecidos, mas há evidencias de que na prática o modelo em alguns locais se apresenta ineficaz.

Embora a prevalência da cárie dentária tenha diminuído nas duas últimas décadas do século passado, as dificuldades para assegurar tratamento dentário às pessoas afetadas persiste. O último levantamento epidemiológico em saúde bucal SB-Brasil 2003, mostrou grande diferença entre as regiões e os grupos sociais. Apontou que a experiência da doença foi de maior impacto na população mais submetida à privação social.

A dificuldade no acesso à consulta odontológica é um agravo para a doença cárie e pode causar futuras extrações dentárias que poderiam ser evitadas. Consultas preventivas devem ser realizadas, para propor educação em saúde bucal, orientação de higienização oral, aplicação de tópica de flúor (se necessário). A classe social dos grupos interfere no acesso aos serviços de modo diferenciado, famílias de baixo poder aquisitivo possuem menor possibilidade de acesso aos serviços de saúde. O uso do serviço de saúde também varia com o comportamento dos indivíduos, fatores culturais.

A cárie é uma doença multifatorial, ou seja, vários fatores determinam o seu surgimento (hábitos alimentares, frequência de higiene oral, água fluoretada, acesso aos serviços odontológicos, entre outros), fatores socioambiental e socioeconômico. Quanto aos aspectos que servem de referência, tem-se o índice de cedo/CPOD e a necessidade de tratamento para a cárie. Profissionais devem realizar esse índice, conhecer a população alvo para controle, planejamento de estratégias, medidas de promoção e prevenção, assim como tratamento.

Lembrando que médias dos índices de saúde bucal podem encobrir níveis preocupantes de cárie dentária em grupos específicos, por exemplo, a realidade da disponibilidade e tratamento em saúde bucal na região sul do Brasil não é a mesma realidade da região Norte. Portanto deve-se priorizar as áreas de privação social, áreas de população mais carentes, pois a realidade da população vária de acordo com a região e classe social e assim minimizar os efeitos da desigualdade.

No Brasil, parte da população pode contar com o SUS, que na teoria disponibiliza alguns procedimentos. Porém outros países não possuem sistema de saúde que ofereça tratamentos para a população. Em prol de ajudar a população carente que não tem acesso à saúde bucal, tratamentos odontológicos (muito menos de qualidade), nós da Indústria PHS do Brasil nos comprometemos em abraçar essa causa e ajudar projetos sociais como (Odonto Vale e o Instituto Sorrir para a Vida) através da Box do Bem.

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BARROS, A. J. D.; BERTOLDI, A. D. Desigualdades na utilização e no acesso a serviços odontológicos: uma avaliação em nível nacional. Ciência & Saúde Coletiva. [s.l.], v.7, n. 4, p. 709-717. 2002.
JUNQUEIRA, S. R.; FRIAS, A. C.; ZILBOVICIUS, C.; ARAUJO, M. E. Saúde bucal e uso dos serviços odontológicos em função do incide de Necessidades em Saúde: São Paulo, 2008. Ciência & Saúde Coletiva. [s.l.], v.17, n.4, p. 1015-1024, 2012.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. SAÚDE BUCAL: Série A. Normas e Manuais Técnicos Cadernos de Atenção Básica – n.º 17. Disponível em < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_bucal.pdf > . Acesso em 19 de junho de 2019.
PHS DO BRASIL. BOX DO BEM. Disponível em < https://boxdobem.com.br/#inicio >. Acesso em 19 de junho de 2019.

Dra. Caroline Provesi

Dra. Caroline Provesi

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